04 maio 2009

Dicas e mais sorteio!

Mais umas dicas de lembrancinhas para a mamãe. São projetos de queridas amigas que fazem parte do meu mundo de scrap:

Cristina

 recado - cristina

Simone

mini prancheta

Pauline

(O projeto é da Thati Penna e o PAP está lá no Scrapdiary)

lista de compras


E pra enfeitar o seu cartão, quero suas dicas de algo bem especial. Deixe uma frase, um texto ou uma poesia sobre Mãe aqui abaixo no comentário,até o dia 09/05, e você vai concorrer ao sorteio. O que será? Surpresa...
E eu vou começar com um lindo texto de Ana Jácomo:

Minha mãe, pra mim, é sol mesmo quando chove. É chuva, com direito a cheiro de terra molhada do quintal lá de casa, quando tudo fica árido. Silêncio capaz de amansar ruídos que eu não sei como fazer dormir. Voz que me ajuda a acordar esperanças quando elas ficam com preguiça de levantar. Uma presença que sabe acender o meu ânimo quando o breu se esparrama. Primavera para o meu olhar, não importa qual seja a minha estação. Um perfume inigualável. Ela e as coisas todas do mundo dela. Quando chega, traz lembranças minhas que apenas ela reflete e apenas eu consigo ver. Uma espécie de poema que o sentimento lê em voz alta somente para dentro.

Minha mãe foi a primeira música que tocou no meu rádio. A primeira paisagem. A primeira pessoa que me falou sobre milagres e, sem palavra alguma, me contou sobre Deus. Uma história de amor. Tanto faz se, às vezes, desconcertado. Tanto faz se, às vezes, atrapalhado pela mistura das coisas que são dela e das coisas que são minhas. Tanto faz se aprendendo a amar junto comigo nesses bancos da escola. Tem vez que a gente demora para resolver alguns exercícios mais complicados, mas a amizade que nos liga e construímos, página a página, sempre nos orienta na busca das respostas. Minha mãe é maciez pra minha alma quando a vida se faz áspera e quando não. Um lugar de conforto, onde eu posso ser. Amor, quando as minhas folhas caem e quando floresço. A mesa sempre posta, até quando sinto fome apenas de lembrar quem sou.

Estou convencida de que ninguém me conhece melhor do que ela. Sente a emoção da vez, antes de eu dizer “alô”. Sente quando omito alguma coisa, por mais sofisticados que sejam os meus disfarces. Sente a atmosfera da minhas palavras, antes que eu consiga ou resolva dizê-las. Conhece mais variações de sorrisos, silêncios e olhares meus e suas respectivas mensagens do que suponho mostrar. Ela não me conhece assim porque é versada na arte do conhecimento humano. Minha mãe é versada em mim, desde quando eu ainda nem era eu direito.

Parece ser especialista em previsões climáticas. Chove, quando não lembro do chapéu e ela diz pra eu não esquecer. Faz um frio absurdo, de repente, quando não levo o casaco e ela diz pra eu levar. Geralmente costuma doer quando alerta que vou me machucar e eu não ligo. Ah, sim, um bocado de vezes também exagera, erra na medida, lê seu oráculo de cabeça pra baixo e com lente de aumento, seja lá por falha intuitiva ou conveniência de seus receios maternos. Mas a verdade é que mãe parece mesmo ter um olhar diferente. Capaz de ver coisas que quaisquer outros olhos do mundo não sabem enxergar. Nem os nossos.

Minha mãe cantou para me fazer adormecer. Ensinou-me, com toda a paciência do mundo, a rezar para o meu anjo da guarda antes de eu dormir e de levantar da cama. Ensinou-me a respeitar o espaço das pessoas, a ser educada com gente de toda idade, a ser cuidadosa com as plantas e os bichos, a não me apropriar de nada que não me pertencesse. De mãos dadas, seguíamos pelas ruas e seguir de mãos dadas com ela pelas ruas era uma espécie de festa que acontecia toda manhã. Encapava meus cadernos. Perguntava o que havia acontecido na escola quando percebia que eu havia chorado, mas não contava para ela. De vez em quando, me surpreendia com meus lanches preferidos enquanto eu assistia "Sessão da Tarde": bolo "Ana Maria", mingau de cremogema, bolinhos de chuva.


Minha mãe costumava cantarolar, lá na cozinha, enquanto preparava o almoço. Nunca soube se era também por isso que a comida ficava tão gostosa e tinha um cheiro que eu não encontro em nenhum outro lugar. Costurava até altas horas da noite, fazia tricô, jogos de ráfia, enxoval para bebê, para ajudar o meu pai com as despesas, eu ficava por perto, ouvindo música, escrevendo meus versos. No início da adolescência, desconcertada, me falou, do jeito dela, sobre novidades que não sabia como me explicar direito. E quando eu sentia cólicas terríveis, lá estava ela, com seu chá de erva-cidreira e as toalhinhas quentes que passava a ferro para pôr sobre a minha barriga pra amenizar a dor. Às vezes é preciso que o mundo dê algumas voltas e a gente amadureça um pouco para ser capaz de leituras mais amorosas sobre um bocado de coisas. Leituras com braços e coração mais abertos.

Nos meus tempos de conga azul, cadernos com decalque, canetinhas silvapen, merendeira com lanche Mirabel, lá pelos sete anos de idade, no início daquilo que chamavam de “primário”, eu escrevia frases curtas que me pareciam enormes, recém-alfabetizada que era. Vocabulário restrito, para falar sobre a minha mãe, escrevi várias vezes tudo o que eu podia: “Minha mãe é bonita”. Atualmente, tenho muito mais do que sete anos e, ao longo das décadas, aprendi a escrever frases mais elaboradas, mas esta continua sendo perfeita. Para os meus olhos, as belezas que ela tem são ainda maiores, bem maiores, agora, olhando daqui. Bença, mãe

12 comentários:

Pauline disse...

Que chique!!! Tô no seu blog!!!
Vou pensar numa frase legal sobre mãe e volto aqui!
Bjs...

Silvana Franco disse...

Oi Lucia!
Vi seu PAP do Dia das Mães no DSM! Muito fofo e delicado!! Vim conhecer seu blog tb! Adorei o que vi!
Dá uma passadinha no meu blog!
Vamos nos visitar?!

http://silscraptradicional.blogspot.com

Bjs

patricia dias disse...

Lucia,

Que blog mais chic o seu! Amei!!!!
Cheio de paps, sorteio e ótimas dicas. Parabéns!

bjos,

Edys Gonçalves disse...

Lu.... meu prêmio chegou hoje!!!! SUper lindo!!!!!

Edys Gonçalves disse...

*Mãe, não há adeus*

"Mãe, teu filho não é somente teu...
Deus, que premiou as estrelas, o
firmamento, que encheu de luz a terra.
que abençoou a natureza com
os pássaros canoros,
também fez o teu coração amoroso,
mãezinha querida!!!
Envolveu-me em teu ventre,
numa jornada de experiências inesquecíveis.
Possibilitou-me a ternura dos
teus gestos, a carícia do teu olhar.
Ensinou-me o teu coração,
a amar,a escrever,a sonhar...
Mas a lei, lei bendita que dá
o começo e o fim de etapas,
marcou o meu retorno.
Não compreendeste, querida.
Busca-me tantas vezes nas
coisas que eu gostava,
nas brincadeiras que apreciavas,
nas pequeninas travessuras...
E quando eu cresci, achava-me
distante de ti, como se o
mundo ensaiasse o
treinamento para
a grande e inexorável
separação.
Parti do teu regaço, mas
aqui estou, no regaço amoroso do
Nosso Pai, que me ensina
que a vida é a continuidade
numa nova dimensão,
que o amor continua sendo amor,
e que o entendimento das Leis Benditas é a
única forma de aliviar-te, para vestir de
esperança os teus gestos, aconchegando
ao teu peito outras mães que
ainda não tem a ventura
que tu já tens agora,
de poder guardar nos teus anelos
a certeza de que de cá e de lá, nesta nova
dimensão, nossas mãos podem se estreitar
novamente e dizer:
-Eu amo a Vida!A Vida é Bela!
A vida vivida com Deus
traça caminhos de união e gratidão,
descobrindo que;
Com Jesus não há Adeus"

Meimei

Anônimo disse...

Muito legal a idéia! Vou fazer com meus aluninhos.
Eu gosto muito de um poema de Carlos Drumond de Andrade:
" Mãe não tem limite, é tempo sem hora,

luz que não se apaga quando sopra o vento

e chuva desaba, veludo escondido

na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. "

Estou na torcida pelo sorteio.
Marli

Myrian disse...

lindas dicas e que texto afff...

aí vai mais um.
Para Sempre
Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Renatinha disse...

Lu, o texto é lindoooo!!!
Apesar de enoooorme lindo demaisss.

Bom, falar de mainha é facil... Doce, Linda (mãe sempre é a pessoa mais linda do mundoooo!!!), alegre e insubstituível!!!
Mãe é demais!!! Um ser inexplicável... único!!! Mãe é mãe. So quem sabe o que é ser mais, sendo uma mãe. E o amor de mãe, oh, amor perfeito! O amor mais verdadeiro que existe. Este é o amor da minha mãe.


Bjos meninas... ficou meio louco... pq mainha veio aqui e me atrapalhou huuhuhuhuhu

Cris Oliveira... disse...

Lucia.. adorei tudooo. :)

Aqui minha mensagem.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê. Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela. (desconhecido)

beijao
Cris

Cristina Chuff Soares disse...

Lucia!Feliz dia das mães! Minha mensagem.Bjs

Mãe carinhosa, mãe dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração

Mãe solidão,
Mãe de muitos, mãe de poucos
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe

Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe dos simples e dos pobres
Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm
Mãe do silêncio, mãe comunicação

Mãe dos doentes e dos sãos
Mães dos que plantam e dos que colhem
Mãe de quem nada fez e de quem compra feito

Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados

Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de Jesus e mãe nossa.



Mãe, simplesmente mãe.

ruth disse...

idéias maravilhosas!!!
faço parte de uma comunidade, e
estas serão muito úteis c/ nossas crianças...
(as cxchinhas podem servir p/ guardarem os dentinhos de leite, que muitas mães fazem questão de guardar
como recordação...
um grande abraço
Eliana

Eliana disse...

os cartões são lindissimos!!!

Mãe, é aquela que dá carinho
ensina sobre a vida,se doa...
mesmo não ter dado a luz a
quem chama de filho(a),acolhe
com am♥r,acompanha os passos,
corrige quando necesário,vibra
com as conquistas,chora suas
dores,ama seus am♥res!

esta é uma homenagem,à memória
de minha MÃE...
Eliana

obs: o comentário de cima ou seja
no nome de Ruth é meu tmb...
Ruth é minha filha, desculpe é que
entrei no blog através dela!

Bjos